A propriedade de um imóvel não é o mesmo que a sua operação. A maioria dos proprietários não falha a rentabilidade por falta de esforço. O problema é, mais frequentemente, outro: a economia da operação é, muitas vezes, avaliada com um enquadramento analítico incompleto.

No alojamento de curta duração, os custos directos são evidentes: comissões das plataformas, limpeza, lavandaria, utilidades. O que tende a ser subavaliado são os custos que existem entre estas rubricas. É aí que a operação ganha ou perde qualidade e margem. Coordenar pessoas e tarefas num contexto de incerteza, garantir consistência entre entradas e saídas, responder dentro de janelas de tempo curtas e reduzir fricções no percurso do hóspede são factores que se reflectem nas avaliações e, por consequência, no poder de fixação de preços. Raramente aparecem como linhas contabilísticas, mas determinam o resultado final.

Quando o proprietário não tem formação ou experiência em economia, finanças ou gestão, a armadilha é previsível. A gestão directa e informal pode parecer eficiente porque reduz a despesa visível. Na prática, essa “poupança” é frequentemente uma ilusão contabilística: o custo não desaparece, transfere-se. Surge como variabilidade na execução, menor capacidade de controlo e decisões suportadas por informação incompleta. Só se torna claro quando o desempenho começa a deteriorar-se.

Isto torna-se decisivo quando o mercado aperta. Em períodos de procura elevada, as imperfeições são absorvidas. Mas quando a oferta se aproxima da procura e a concorrência aumenta, a margem de erro desaparece. Os activos que se mantêm consistentemente bem-sucedidos são, regra geral, os que assentam num sistema operativo profissional e disciplinado.

É aqui que acredito que podemos vir a criar valor.

O nosso modelo, na QuadrosGroup, assenta em economias de coordenação e de escala. Pretendemos centralizar a operação para reduzir o custo marginal de manter padrões elevados e assegurar capacidade de resposta. Nesse enquadramento, a nossa comissão funciona como vantagem operacional: substitui uma auto-gestão fragmentada por um modelo estruturado, mais estável na execução e mais eficiente no dia-a-dia.

Somos igualmente claros quanto ao local onde acreditamos conseguir operar com verdadeira vantagem competitiva. Por isso, decidimos concentrar a operação no Sul do Pico, das Lajes à Piedade. Operar a partir das Ribeiras permite transformar a proximidade em controlo operacional, reduzir fricções de coordenação e encurtar o ciclo entre a ocorrência de um problema e a sua resolução.

A consistência, contudo, não se garante apenas com proximidade. Exige infra-estrutura. Como tal, vamos operar a partir de instalações internas dedicadas, concebidas para padronizar os fluxos de trabalho que determinam a qualidade do dia-a-dia. Isto inclui processos de roupa e lavandaria, organização e reposição de consumíveis e controlo de qualidade.

A escala permite ainda integrar elementos seleccionados da experiência do hóspede que são difíceis de executar com fiabilidade em operações independentes e de baixo volume. As caixas de pequeno-almoço e os detalhes de boas-vindas são um exemplo claro. Uma área de preparação dedicada e rotinas controladas permitem entregá-los com consistência, com efeitos directos na diferenciação, na satisfação e na reputação do imóvel.

A nossa operação assenta numa relação de proximidade com o proprietário. Valorizamos transparência, acompanhamento e responsabilização. O nosso escritório funciona com acesso directo e assegura comunicação próxima e personalizada, sustentada por reporting estruturado, e complementada por apoio coordenado de contabilidade certificada e elevada qualificação e literacia em economia e finanças. O objectivo é garantir clareza e controlo ao proprietário, reforçar a disciplina financeira e enquadrar decisões estratégicas com maior rigor à medida que a concorrência se intensifica.

Os nossos serviços de Property Hosting destinam-se a proprietários e investidores com visão de longo prazo para o seu activo, que não querem carregar o ónus diário de operar o sistema.

Um elemento importante a ter em conta é que, à medida que construímos este modelo, vamos manter a capacidade limitada. Os sistemas operacionais degradam-se quando crescem mais depressa do que conseguem absorver. Seremos directos quanto ao enquadramento e ao valor que, realisticamente, podemos acrescentar.

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We are taking the first structured steps toward a more formal operating model for our services.

We believe this matters because structure, when done properly, creates advantage: tighter execution, clearer reporting, better operating discipline, and fewer avoidable mistakes. It is the foundation we need to deliver on our vision and progress toward the goals we have set for the community.

Still, we take the downside seriously. Formal structures can drift into bureaucracy, so we are designing our operating model to avoid that trap: slower decisions, blurred responsibility, and misaligned incentives. That is why we will stay small by choice, keep incentives clean, cut layers that reward activity over results, and make sure responsibility cannot be passed around.

We recognise that the first partnerships are critical in shaping the operating culture. We want to surround ourselves with early partners in the community who bring energy, value independent thinking, and build for the long term.

On that basis, in 2026 we will open a limited number of new partnerships in two areas: Business Advisory, including business consulting, accounting, and tax compliance, and Rental Management for short-stay hospitality operations.

If you are thinking about starting a business, expanding one, or changing how you operate, reach out and tell us what you are trying to build and why it matters. We will be direct about whether we can add value. If it makes sense, we will help you shape what’s next on Pico.

More information will follow soon.

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